quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Sobre indiretas



A indireta é o modo conveniente de brigar/chorar as pitangas, ao mesmo tempo em que se lambe o próprio saco. O problema é que os "passivo-agressivos-indireteiros" fazem tudo, menos demonstrar que a coisa não tem importância (como gostariam). Aliás, se você não sabe ser blasée, nem tente, porque você não vai conseguir manter isso, e vai ser feio.

Existem diversas maneiras de tentar sair por cima da carne seca lambendo o próprio saco. As que mais vejo por aí são as ofensivas (de verdade); as ofensivas morde-assopra (geralmente vindas de pessoas que têm cu amarrado até pra postar indireta); as inicialmente blasées, do tipo "tô nem aí", que depois se tornam desesperadas; e as minhas favoritas: quando os desafetos tentam dar a entender que já estão galinhando. Mal sabem que até poderiam estar varrendo mais que vassoura de gari, mas quando postam suas passivo-doresdecotovelagem, só conseguem demonstrar o quanto o drama ainda é relevante.

Indireta é também a maneira de eliminar a possibilidade de sair perdendo a discussão, é a Guerra Fria da internet. Certeza de que se existisse um botão nos teclados que, ao ser pressionado, matasse gente, não existiria Twitter e Feicibuki. Eu prefiro o botão do foda-se.

Back to work, bitch!



O Google resolve ser o dono do mundo e se apropriar até da sua mãe, aí você perde o seu blog. Legal, né? Mas acabei de recuperá-lo- lide com isso, Google!-. Vamos ver se eu consigo manter as postagens dessa vez.

sábado, 24 de setembro de 2011

Como foder a vida do seu vizinho

Meu primeiro contato com esse aparelho foi quando eu tinha 13 anos de idade, em pleno PlayLand, no shopping Iguatemi- na época em que, toda sexta-feira, eu ia pro cinema com meus amiguinhos do colégio. Uma determinada amiguinha teve a idéia de, após a sessão de cinema, ir ao Playland, cantar no Karaokê.

Não bastava o fato de, involuntariamente, atrair a atenção de todos os seres vivos presentes no shopping, tinha que ter um palco, e a música tinha que ter sido escolhida pela minha amiguinha, que tinha um gosto musical completamente antagônico ao meu.

Ok, challenge accepted. Subi no palco e cantei uma música ridícula- aquelas populares, de axé, e que você acaba aprendendo por osmose quando mora em Salvador. Minha avó chegou já no final da "apresentação" e me deu a maior pagação, na frente do meu primeiro público, porque eu tinha combinado com ela um horário pra que ela me buscasse, e estava atrasada. Foi uma vergonha, mas, pra minha felicidade, ela veio me resgatar!

Nesse dia eu descobri que o karaokê funciona da seguinte forma... Não importa o quão afinado você seja, faz mais pontuação quem cantar mais alto! Vendo sob uma perspectiva comportamental, isso explica o motivo pelo qual falta simancol nas pessoas que gostam de se exibir no karaokê. É claro!!Você pode ser a #desgraçadahumanidade como vocal, ainda assim, a maquininha diz que você é bom, te dando 100 pontos se você se esgüelar, logo, a desgr, digo, a pessoa é reforçada a perder a vergonha e a dignidade, definitivamente.

Eu cheguei cansada de ontem, hoje, às 10:30 da manhã. Executei a minha engorda do dia, detonando uns presentinhos que recebi, e desmaiei na cama. Meu celular tocou 4 vezes; 2 chamadas de uma amiga, mas eu não consegui me mover pra atender; 1 de minha mãe, me chamando pra assistir Chili Peppers hoje no Rock In Rio (ela tem Sky, então vai assistir no Multishow- minha mãe é muito sagaz, ahuhaua); e outra de quem me presenteou. Eu, às 13:00, zumbi, tentei voltar a dormir. Mas meu vizinho decidiu que eu não dormiria mais. São, exatamente, 17:26, e só agora eles deram uma pausa. Foram 4 horas tendo que escutar Calcinha preta, Olodum, Cangaia de jegue, Silvano Sales, e outras músicas que compõem o fantástico set list inútil soteropolitano, obrigatório para acéfalos, também soteropolitanos.

Não é uma questão de gosto musical, mas sim de bom senso. Porque eu simplesmente não consigo conceber que uma pessoa em perfeito estado de saúde não se permita notar que está cantando fora do ritmo! ----Será que eles pensam que cantar com emoção é cantar um pouco atrasado?--- Ainda pior é cantar fora do ritmo, desafinadamente, e com as caixas de som numa altura suficiente pra soar alto ainda no 13º andar.

Outra coisa que me irrita muito, os falsos amigos! Gente, só podem ser falsos! É aquele tipo de festinha que você convida uma galeeera, mas só aparecem 3 tios, dois primos guris pentelhos e que ficam se entretendo na piscina, ou derrubando toda a decoração da festa, sua mãe e dois colegas de trabalho. Aí a pessoa comete o crime de segurar o microfone, e já estão todos aplaudindo. Eu só posso pensar que o ato de aplaudir seja um ato egoísta e que sirva apenas pra encorajar a si mesmo a ir para a frente também (claro, se você aplaudiu, quem não te aplaudir morre!).

Outra, é o atestado de mediocridade! As mulheres que mugiam ao microfone, pelo menos três delas, agiram como se estivessem em cima de um trio elétrico, em pleno carnaval de Salvador. Exemplo:
(cantando uma canção):

"Era um biquini de bolinha amarelinha
tão pequenininho... Bora meu povo, bota a mão pra cima e vaaaaai!! Tchá Tchá Tchá Tchá..."

Minhas filhas, não haveria motivo pra vergonha por vocês terem esquecido as letras das músicas ou a forma como elas são cantadas!! Primeiro porque seus amigos na platéia eram falsos, segundo porque vocês só subirão em um trio elétrico se forem usar o banheiro ou arrumarem algum macho envolvido com isso, e terceiro porque o Caminho das Árvores inteiro, acredito eu, queria era que vocês calassem a boca!

Depois quando o vizinho arremessa toda a dispensa janela abaixo, é tido como vândalo. Pra mim isso só significa uma coisa... VÂNDALOS TÊM BOM GOSTO!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Tô ficando velha!

Tô ficando velha! Sim, por que cheguei à conclusão de que não tenho mais saco pra muita coisa, e de que estou ficando rabugenta. Vim aqui dar uma repaginada no Blog, deixar ele mais à minha moda, mais "bonitinho" (pra abandoná-lo por séculos depois, como sempre- cof, cof!) e de acordo com o meu gosto atual, e acabei tendo que apagar vários posts antigos, que não correspondem mais à pessoa que eu sou atualmente.

É foda, por que, quando se tem um blog, você escreve pra você, mas sabe que alguém, ainda que surja das trevas, vai ler. E você sente vergonha pelas merdas que você escreveu antes, e também sente que era uma pessoa imbecil, viu? Isso significa que, no presente, eu serei sempre uma imbecil; por que sou de gêmeos; por que eu tentei brincar com uma criança linda ontem e não consegui acompanhar o seu ritmo; por que estou prestes a me formar e ainda não arrumei um emprego e, por conta disso e de milhões de fatores, estou sentindo falta da época em que eu não tinha nada pra fazer, a não ser frequentar a escola, fingir que me interessava pelo que aprendia lá, e passar de ano; e por que eu estarei sempre mudando.

As pessoas ficam rabugentas quando se tornam adultas! Basta passear de ônibus e ficar observando pela janela pra concluir que somos seres tão insignificantes quanto uma planta. Nós existimos, inicialmente pra sermos cuidados por nossos pais, depois somos obrigados a passar metade da vida estudando, pra depois termos que passar o resto dela metidos em alguma atividade que nos dê dinheiro e que faça com que nos sintamos úteis. Mas eu não tô na pegada do suicídio não, não se preocupem! Ainda assim, é bonito, pode ser fácil e pode valer apena! Ainda assim, as plantas têm significados quando são dadas de presente, e podem fazer alguém que você gosta sorrir :) Mas como estou rabugenta hoje, mais do que nunca, re-inauguro o Blog com um post muito chato, de alguém adulto e muito entediado por sê-lo. Mas se eu fizesse isso sem reclamar, perderia toda a graça!


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Dinheiro "Macho"


Eu juro que nunca vi alguém ser tão assediado por marketeiros quanto a Ivete Sangalo. A mulher simplesmente está em, pelo menos, metade dos out-doors e posters de pontos de onibus, e isso só durante trajeto Itapuã- Rio Vermelho- que faço todos os dias pra vir pra faculdade- juro que amanhã eu vou contar! Aliás, a cidade está estampada de Ivete Sangalo:
Alguém: - "Nasceu aonde?"
Baianos: - "Ivetópolis, sou Ivetopolitano!"
Agora ela tem uma grife exclusiva de óculos escuros, uma grife exclusiva de roupas e acessórios... Anyway, a Ivete deveria ser a presidentA (momento hilário desvirtuador de textos: Na campanha do Geddel, tinha escrito "vote Dilma PresidentA!- o certo não seria seguir o padrão, assim como se diz "urubu macho", "urubu fêmea?" huhuhu)- voltando, ela poderia ser a presidentE do Brasil se quisesse. :s
Anyway, essa semana minha avó estava comentando algo sobre dinheiro, e eu só prestei atenção quando ela disse que não tinha dinheiro "macho". - "Dinheiro macho, vó? Como assim?". -"QUE FAZ FILHO!"
Pois é, se eu tiver a sorte de chegar aos noventa com esse tipo de humor, morrerei feliz. Quanto à Ivete, eu só gostaria que ela me ensinasse a ganhar, não simplesmente dinheiro, mas DINHEIRO MACHO, e macho como o dela, que deve ser mais bem dotado que o Kid Bengala.
Obs.: Lembrando que tamanho do pinto não define masculinidade.

sábado, 24 de outubro de 2009

Estilo barata de ser


Hoje deu vontade de visitar o google para pesquisar sobre esses pequenos seres que esmagamos todos os dias, mas que habitam nosso planeta há milhões de anos à nossa frente.
O curioso é que depois de um tempo tendo que conviver com elas, rola uma empatiazinha. Digo isso por que o meu antigo apartamento era infestado por elas!Tanto que algumas até ousavam passear pelo meu corpo enquanto eu usava o computador, e eu já não saía gritando, até compartilhei algumas sobras de comida.
Nossa convivência me permitiu vivenciar grandes momentos!Já presenciei casais desta espécie copulando; parto (algumas baratas- mães sofrem, pois muitas vezes os ovos ficam entalados); nascimento de baratinhas (elas nascem brancas!!); até já percebi que rola racismo e complexo de inferioridade entre elas- as que são albinas não andam em grupos!
Não sou inimiga mortal das baratas, mas seria menos desagradável se elas não insistissem em me acompanhar cada vez que me mudo, e, como se isso já não bastasse, agora elas resolveram ficar ENORMES!Enormes e com o incrível potencial de me deixar perplexa. Sinceramente, não entendo essa "comunidade" que habita o lugar onde resido atualmente. Tenho insônia, então a mania de ir à cozinha de madrugada está, intrinsecamente, associada a isso. Sempre que acendo a luz da cozinha, percebo as "reuniões baratísticas", então, para não atrapalhá-las, tento pegar o que quero o mais rápido possível. Mas, pelo visto, vou precisar pensar em outra tática, pois elas sempre se revoltam e partem para a agressão. Ou então, quem sabe, pode se tratar de um processo evolutivo da espécie, por que ao invés de fugirem dos meus pés, elas vem pra cima de mim, com vigor! As do outro apartamento eram menores e menos ousadas. Mas talvez elas estejam apenas se vingando dos pisões, hehe.
Fato é que seria injusto pensarmos em nós mesmos como sendo seres solitários!As baratinhas e baratões estiveram sempre ao nosso lado, e assim será- Por que elas não guardam ressentimentos e ainda apreciam a nossa culinária!
É algo a se pensar.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O Word é educado!


Você já tentou escrever um palavrão no Microsoft Word?
Eu sou insuportável em se tratando de erros de português, por isso sempre uso o word pra me certificar de que não vou dar uma pedrada no blog- contei o meu segredo à vocês¬¬
Nunca mais li nada que me interessasse e prendesse por mais tempo, isso explica o por quê o meu português se encontra enferrujado- o que muito me envergonha- então o word e o google são os recursos mais práticos ao meu alcance.
Hoje foi um dia no qual não fiz porra nenhuma, logo, aproveitei pra compensar o meu desleixo aqui no blog, que, por sinal, tem mais leitores do que eu iamginava- thanks!Quem leu deve ter imaginado que eu aprendi a palavra COLHÃO ontem e estou me comportando como uma criança de 5 anos de idade, quando aprende a "dar dedo". Mas é isso, fiquei na dúvida se COLHÃO era com "Ó" ou com "Ú"- na verdade eu sabia que era com "Ó", mas insisti com o Word só pra me certificar mesmo- aí resultou nesse print que vocês estão vendo, e eu achei engraçado demais. Fiquei me divertindo aqui, às 2 da manhã, exercitando o meu vasto palavreado boca suja, objetivando visualizar a insuportável linhazinha vermelha abaixo das palavrinhas de baixo calão, só pra clicar nos sinônimos e ler as sugestões ridículas que o Word oferece. Em relação ao COLHÃO, por exemplo, ele me deu as opções COLHEU, COLCHÃO, COLHO, COLHA, CALHAU...
Se pararmos pra pensar, xingar na internet se torna pior quando se escreve o palavão errado, então o Bill Gates poderia muito bem colaborar com a nossa falta de educação e desenvolver um Word mais realista!

Nessas horas eu me pergunto que porra vocês estão fazendo aqui, por que só tem merda!

Beijos!

Simancol de bolso

Vejam esse vídeo, pqp. Aproveitando o ensejo de estar escutando muito Arch Enemy e, frequentemente no youtube, alimentando o meu platonismo, encontrei um exemplo explícito de falta de simancol:


Fico imaginando essa pobre mulher, tendo viajado por horas dentro de um avião, sem fumar, e todas as coisas chatas que implicam as viagens aéreas longas, podendo ter feito shows exaustivos nos dias anteriores, e ainda assim, de manhazinha, ter de suportar um MALA de olhinhos puxados... OMFG!
Ela até que foi bem educada pra alguém que canta como se tivesse colhões, por que eu teria dado logo uma tapa! Mas acho que ela, assim como eu, não deve funcionar bem durante manhãs- sorte dele! Teria sido menos insuportável se ele tivesse tivesse a boca mais "estreita", ao invés dos olhos. Eu sempre digo: se você não tem o que falar, cale-se! Como se já não bastasse a azucrinação com a câmera- que devia ser japonesa- o fdp ainda ficou enchendo a coitada de perguntas idiotas, só pra depois poder dizer aos amigos: - "olha, eu sou o melhor amigo da Angela Gossow!Ela conversou comigo por horas na estação de metrô, até tomamos café juntos!" ME POUPE! Não tá vendo que a mulher tá mais pra zumbi do que pra humana, ASSHOLE em forma de mangá?Tirasse uma foto e a deixasse em paz (não mencionei comentários que geralmente os homens fazem, do tipo: - "comi!" por que imagino ser preciso, no mínimo, 10 colhões pra consumar esse fato, ou não ter nenhum!).

Eu sinto vergonha alheia!Ainda mais, piedade alheia! Mas meu consolo é pensar que se fosse aqui no Brasil, ou o grupinho de metaleiros atacaria a Angela, ou ela poderia ser confundida com a bruxa de Blair, ou então não teria sido notada e poderia esperar seu metrô confortavelmente sozinha durante uma manhã chata e calorenta. Pior se fosse aqui em Salvador, poor Angela. O metrô daqui é que nem amigo imaginário, mas pelo menos ela não estaria com esse casacão aí e talvez não sobrevivesse pra contar história.

Mas quem não gostaria de ter a sorte que esse Jaspion teve?uheue. Deveria ter tomado uma bem no meio da fuça dele e ainda receber o gutural mais caprichado bem perto do ouvido- mas assim ele poderia até gostar...

Anyway, existem milhares de exemplos sobre como alguém pode ser desagradável, principalmente PELA MANHÃ, DENTRO DE UM ÔNIBUS LOTADO! Gabriel, Branquis, Sarinha, Toco... Sempre me puxam a orelha em relação a eu nunca estar na faculdade no primeiro horário, tá aí a resposta pra vocês! Cheguei à conclusão de que odeio a Insinuante, a Ricardo eletro e afins, pois seus proprietários além de não terem simancol tarja preta pra notarem que investir dinheiro em propagandas que soam como briga de vizinhas velhas e rabugentas é, no mínimo, feio, fazem promoções barateando o preço dos celulares que, pro meu azar, TOCAM MP3!

É muito desagradável estar zumbi e espremida no ônibus, sendo a todo momento desacabelada e compartilhando suores alheios, e ainda ter que suportar o Silvano Sales plagiando o Leonardo ou então dizendo que está embriagado no meio de um bar e que bebeu todas pra ligar para o locutor pra que o mesmo mande um recado pra alguma infeliz que deve ter dado um corno fdp nele. E tudo isso bem perto do meu ouvido. Outro dia entraram dois gêmeos infelizes, com uma merda de uma flauta transversal, recitando e tocando cordel. Eu teria prestado toda a atenção do mundo em outra situação, mas mesmo com a Agnete berrando no meu ouvido no volume máximo, a porra da flauta ainda estava mais alta... Salvador é foda e o Japão também! E já que esse povo adora carregar coisinhas nos bolsos, por que não levar no que estiver menos cheio um simancol de bolso? As organizações Tabajara estão perdendo feio pra mim!

Segue o link da desgraça pra quem quiser se arriscar:

http://www.youtube.com/watch?v=6H3wV5CdY2w

Detalhe, ele acha que pega alguém com essa lente verde horrorosa!

domingo, 4 de outubro de 2009

Platonismo egocentrista




Animal Alpha
Arch Enemy
Você conhece essas bandas?Se não, CONHEÇA!
A Angela Gossow (Arch Enemy) é linda, canta pra ca***** e tem atitudes que fazem com que marmanjões machistas se auto-questionem.
A Agnete (Animal Alpha) parece uma prima feia da Gwen Stefani e tem mais pó na cara do que um grupo inteiro de velhinhas dentro de um bingo. Também é dona de uma presença de palco e agudos fodas! E ela não ser a Britney Spears no quesito beleza só pode estar relacionado à pouca popularidade da banda e, consequentemente, à seu término- sim, é absurdo, mas isso influi! É como se mulheres feias não pudessem existir musicalmente e as bonitas não tivessem competência suficiente.
A Animal Alpha é uma banda muito pouco conhecida e já acabou- a maioria das melhores bandas acabam ou os integrantes morrem¬¬ Adoro a ousadia da Agnete em relação à forma como se porta, debochando justamente dessa idéia de que vocalistas/integrantes de banda tem que ser bonitos:
-"Do you like my face, do you like what you see?
Am I not as pretty as a girl can be?
I don't understand why you want to hide
Do you think I'm easy like Bonnie and Clyde?"- Catch me (Pheromones)
Já a Angela, todo mundo paga pau!Isso por ela "cantar como se tivesse colhões" (é o tipo de comentário ridículo e desnecessário que se ouve à respeito da Arch Enemy). E o fato de ela ser LINDA e fazer o tipo gostosona só reforça o valor da banda. Isso acaba sendo o que mais chama a atenção, quando os integrantes (das duas bandas) são muito bons também no que fazem!Isso meio que desmerece os caras.

Não sei por que o ser humano tem a necessidade de conceituar tudo sempre, mas, só pra constar, me vestir à minha moda não me torna amante de "rock pauleira", vulgo metal (esse termo é, definitivamente, o final da picada!), a minha banda não precisa ter um estilo definido, eu não preciso ser homem pra saber o que estou fazendo musicalmente e não preciso ser bonita pra fazer bem- talvez eu precise ser bonita ou ter muita grana pra fazer "sucesso", mas aí é outra estória.
Eu tenho uma "quedinha" pelas mulheres "fodonas" da música, uma certa tendência a apreciá-las. Não vou começar com o papo chato de que a mulher está alcançando, merecidamente na sociedade, um lugar que não era dela antigamente, por que não tenho saco pra isso, mas, levando isso em consideração, me identifico com essas mulheres, pois gosto de fazer- e tenho competência- coisas que nem sempre outros seres humanos desprovidos de pênis gostam, fora que eu sou adepta ao deboche e à ousadia!
Uma das coisas semelhantes entre elas e eu é que muitas vezes o fato de eu ser mulher acaba ressaltando as minhas bandas, o que antes me incomodava. Mas atualmente penso que o melhor é fazer um bom uso disso.
Ahn, a minha fase musical atual está mais voltada pro "rock fucking pauleira", oh yeah! E o meu gosto musical é muito bem conceituado, ehehe! Anyway, as duas bandas fazem com que as minhas viagens de ônibus sejam mais proveitosas e divertidas todos os dias!
PS: A quem interessar, links para download comigo!

domingo, 6 de setembro de 2009

A vida das canetas


Ok, são 2:10 da manhã. Ainda não fiz o texto de dinâmica e estou escrevendo uma coisa que plajenei há séculos, mas estava sem saquinho pra postar...
Anyway, desde que a professora da segunda série primária permitiu o uso de canetas, me tornei uma pessoa feliz. Sim, persuadir crianças é muito fácil! Basta dizer que, ao fazerem uma determinada coisa ou se comportarem de uma determinada maneira, elas parecerão mais velhas, que elas comem até cocô! Mas, voltando ao foco, eu comecei a usar caneta na segunda série primária!!Não que eu não apreciasse o lápis, mas caneta era muito mais chic, muito mais blasée, muito mais pré-adolescente!Além do mais, lápis escreve "duro"- [a interpretação desta parte do texto fica a critério do leitor].
Acreditem, eu NUNCA, nunca em toda a minha vida, desde a segunda série primária, terminei uma caneta!Existe uma comunidade no orkut, da qual faço parte também: "NUNCA TERMINEI UMA BORRACHA!"- Vou inventar a da caneta!- E eu sinceramente não sei se esse fato se deve à minha insistência em me comportar de forma desleixada, mesmo depois de completos 24 anos, ou se canetas definitivamente não são pra mim.
Eu tenho um transtorno obsessivo compulsivo por canetas de cor preta!Se for azul, nem me emprestem, ok? Com canetas de tinta preta eu posso desenhar meus coleguinhas de sala no caderno e soar bem mais razoável no paint quando eu resolvo scanear!Enfim, nunca terminei uma caneta, e sabem por quê? Por que a minha mãe e a minha avó me ensinaram bonitinho que era legal ser prestativa com os coleguinhas, então me incentivaram a emprestar meu material quando este fosse "requisitado". O problema é que, não só foi requisitado, como também USURPADO, sempre! Logo eu, uma pessoa tão modesta, desprovida de um bolso que pague uma uni-ball ponta fina e que compra bics pretas por R$0,90 na cantina da faculdade quando as que comprei pra começar o semestre são levadas por gnomos...
Fato é que não tenho problema algum quanto a compartilhar meu material barato de plástico, mas me causa extremo constrangimento quando o coleguinha esquece que a canetinha a mim pertence e me faz esquecer disso também. Aí meses depois, aleatoriamente, noto a minha bic preta na mão do coleguinha e não tenho coragem de pedir de volta! Para mim as regras deveriam ser mais explícitas!Em toda sala de aula deveria ter um aviso na parede, dizendo o seguinte:
-"Esta instituição não se responsabiliza por empréstimos e devolução de objetos pessoais, não importando sua forma ou valor, seja de caráter bruto ou afetivo! Aos alunos, vale solicitar que, ao emprestar canetas, deve-se estar ciente que, após curto período de tempo, o objeto não mais lhes pertence e qualquer o ato que contrarie esta cláusula é vergonhoso, incluindo tentativas frustradas de tomar o objeto em questão como sendo de seu uso exclusivo novamente".
Não sei se sou maluca, ou se acontece com outras pessoas, mas eu tenho uma relação de afeto com alguns objetos pessoais, o que me causa pena de alguns deles, por exemplo, quando a minha pantufa está virada de cabeça para baixo e eu corro pra posicioná-la de maneira adequada- lembrou da lenda urbana sobre sandálias e afins virados de cabeça pra baixo causarem a morte de nossas mães, hein?AHAHAHauha!
Devo confessar que sinto pena das minhas canetas quando elas são esquecidas dentro de estojos ou mochilas alheias!É como se eu as tivesse abandonado! E quando as vejo nas mãos de algum colega "distraído", não consigo pedí-las de volta, e isso já me aconteceu milhões de vezes- por sinal, a bic preta que comprei na faculdade sexta-feira foi levada hoje pelos cabelos longos de uma pessoa que sei que vai me devolver em breve^^
Quem nunca usurpou uma caneta e quem nunca odiou ter uma usurpada, levante a mão! Da última vez eu, talvez pela minha constante distração, trouxe pra casa uma bic esferográfica azul (aff) da professora (aquelas estranhas, com o canudo amarelo com listras brancas), o que aliás fez com que eu me sentisse muito culpada. Se não fosse o fato de ela ser AZUL e de borrar meu caderno todo, eu teria ficado feliz, mas observem! Nem quando é a minha vez de me beneficiar, me dou bem! Pelo menos da última vez que emprestei minha bic preta, ela me foi devolvida na semana seguinte- tá, quase sem carga, deve ter sido por isso que me senti terminando uma caneta pela primeira vez, mas assim não vale!
O que sei é que, a depender de mim, as canetas deveriam ser mais respeitadas!Deveriam ser adotadas e morrerem nas mãos do primeiro "dono", exceto quando se é criança e a aula está um tédio, aí surge a brilhante idéia de ficar soprando o canudinho da bic até descobrir que, fazendo isso, a tinta te borra todo!
De acordo com a minha história, escrita com garranchos feitos por bics pretas; eu compro a caneta, empresto, esqueço que emprestei, não peço de volta e não mais a vejo! Em outras palavras, as minhas canetas nascem, crescem, fogem com um amor platônico e nunca mais voltam pra casa! Mas confesso que já pedi algumas que eram MINHAS emprestado e também não devolvi, e foi completamente intencional da minha parte! Essa é uma boa tática para tê-las de novo!
Vamos fundar uma sociedade de apoio à causa das canetas perdidas!Dos isqueiros também, afinal, se você começar a se interessar por cigarros e quiser descobrir por que ao pedir "fogo" a alguém, esse alguém empunha o isqueiro de maneira categórica e acende seu cigarro, sem nunca permitir que você faça isso; COMPRE UM ISQUEIRO E EMPRESTE!
É muito simples, ninguém pode me dizer que as pessoas não devolvem as minhas canetas por estas serem como um isqueiro Zippo! E não foi intencional, mas sei que os que estão lendo esse texto nunca mais vão me pedir canetas emprestadas!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Uma breve análise fecal


Nesse último domingo o Fantástico arriscou com mais uma reportagem sobre coisas bastante úteis para quem não tem o que fazer: A dieta do "FLASH".
Com uma tentativa "inovadora" para se perder peso, a "dieta do FLASH" propõe que as gordinhas fotografem os alimentos antes de comê-los, para que depois seja possível fazer uma análise sobre o hábito de comer mal- o que elas adquiriram desde quando eram pequeninas.

Nada contra pessoas adiposamente favorecidas!Quem me conhece sabe do meu complexo quase que obsessivo por isso, mas é realmente FANTÁSTICO o que uma televisão pode fazer com a cabeça (e com a pança) dos telespectadores. Fico me imaginando em meio à praça de alimentação do Iguatemi em pleno horário de almoço, tirando fotos de todas as merdas que consumo (seria uma catástrofe). No mínimo caberia a mim pedir uma pontinha aos "fast-foods" pelas propagandas bem intencionadas, assim daria pra curar a depressão que eu, muito provavelmente, adquiriria.

Como se já não bastasse causar tamanha estranheza aos demais consumidores com o ato de fotografar os alimentos, a pessoa ainda tem que criar um blog e postar as fotos e os relatos da dietinha escrota para ter motivação suficiente para emagrecer- o pior é que tem gente que apóia. Eu acho legal que pessoas acima do peso decidam reduzí-lo, até por questões de saúde, porém está muito claro (pelo menos para mim) que a "dieta do FLASH" é dona de uma intenção equivocada, pois pode causar muitos danos aos seus adeptos, entre eles, frustração, já que estão sujeitas ao fracasso e acabam se tornando dependentes do apoio alheio.

Em um momento deveras (depois me lembrem de postar algo que explique o porquê usei a palavra "deveras",rs.) reflexivo, me ocorreu imaginar se na "dieta do FLASH" poder-se-ia substituir as fotos dos alimentos por fotos dos excrementos das pessoas. Se existe quem se adéqüe a reeducações alimentares fotografando tudo o que come, por que não fotografar o resultado fecal?Afinal, quando você come algo que não presta, pode crer que seu organismo vai arrumar um jeito de te informar, ainda que seja da forma mais tosca possível.

Já faz um tempo que os canais abertos só exibem merda.






segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Fiu-fiu


Hoje estou me sentindo obrigada a criar este texto, devido à mil fatores. Não vou tentar enganar ninguém, É PESSOAL SIM!
Bom, posso me dar ao luxo de começar fazendo uma pauta sobre a preocupação feminina com a estética- que todos sabem ser crucial.Pois bem, embora um tanto menos vaidosa que nossos milhões de patricinhas existentes, continuo com meu órgão genital feminino entre as pernas, logo, sou mulher, e fato é que detesto sair e presenciar situações em que indivíduos abordam a mim ou às minhas amigas de forma bruta e ridícula na rua, mesmo que estejamos vestidas de Bozo.

Por mais que eu já tenha tentado, ainda não entendo o que leva os homens a pensar que conseguirão algo de uma mulher simplesmente chamando-a de GOSTOSA ou chegando já como se fosse beijar, ou até tentando agarrar mesmo, ou falando das partes baixas como se estivessem lidando com"funcionárias orlísticas". Se existe o cúmulo do ridículo, eis aqui um exemplo. Não que eu queira ser cumprimentada "nariz-a-nariz", mas ainda acho mais civilizada a forma com que os porcos tratam as fêmeas. Me desculpem os falsos moralistas, mas se as questões sócio-culturais aí embutidas contribuírem para que os seres humanos MACHOS insistam em ser burros.

Quem me conhece sabe que não costumo aceitar esse tipo de coisa, então, pra não "tomar um pau" devo abster-me a sair de casa ou investir em alguma luta marcial? Pois o mais interessante nisso tudo é que esses BICHOS se contrariam quando as mulheres respondem mal às investidas (e eu quase apanhei diversas vezes por isso).

Que se fodam! E, como diria a Dona Florinda, "vá dizer fiu-fiu para sua avó!".


domingo, 31 de agosto de 2008

Conversas de elevador


A verdade é que estou pra escrever esse texto há um tempão, mas tava com preguiça, tô escrevendo mesmo porque SÓ HOJE, recebi incentivos de duas pessoas(sobre o blog):P- fato inédito!
Pra começar, odeio morar em prédio!Também sou uma pessoa tímida(parece absurdo, mas é verdade) e detesto ter que fazer cara de paisagem enquanto divido elevador com os vizinhos. Isso me fez lembrar de algumas coisas inusitadas que já aconteceram comigo e que acontecem com todo mundo que também mora em prédio(ou não?). Vou citar algumas:
1- Quando a cara de paisagem não dá certo:
Você entra no elevador e já tem gente dentro, aí dá aquela sensação de desconforto(pelo menos comigo acontece demais), e aí não importa o quanto você freqüênta o dentista, seus dentes sempre lhe servem pra fazer o sorriso mais falso do mundo e depois fazer a cara de paisagem que todos estão acostumados. Cara de paisagem se resume a: Olhar pro nada, fingir que o chão é a coisa mais interessante na qual você já pôs os olhos, devanear, etc, etc, etc...
Bom, a cara de paisagem não dá certo porque sempre tem aquele vizinho chato que insiste em saber quantas tatuagens você tem; qual a cor do seu esmalte(mesmo quando você está com fortificante de unha); por onde anda sua irmã, etc, etc, etc... O pior é que o sorriso e os bons modos tem sempre que prevalecer.
2- Conversas nada a ver:
Harram, já vi micos pintados de azul no espelho lá do quarto, mas não conta pra ninguém!
3- Peidos e perfumes:
É foda entrar no elevador e pensar que você é um fodido sem dinheiro pra comprar uma fragrância que tome toda a caixinha que sobe e desce, pior ainda quando você entra e sente um "cheiro de ontem". Pior ainda quando entram depois de você, que através de telepatia visual, tenta fazer a pessoa entender que não foi de você que aquilo saiu.
4- Fechar a porta rápido pra ninguém ir junto com você:
A-haaaa, quem nunca fez isso?
5- Fecharem a porta rápido pra você não ir com eles:
Você já passou por isso!¬¬
6- Fecharem ou você mesmo fechar a porta pra evitar companhia no elevador:
Adoro quando fazem isso e eu corro e consigo pegar o elevador. Meu olhar de: PEGUEI, FILHO DA PUTA! faz com que as pessoas se sintam sem graça e aceitem que são, de fato, filhas da puta.
Quando acontece conosco: Prefiro não comentar...
7- Comer no elevador e ser pego:
Eu detesto isso!O mais interessante quando se entra num elevador é que você esquece que está nele. É como se esse momento não existisse na sua vida por se tratar de algo que você faz automaticamente, então é inevitável entrar com a boca entupida de comida, mais ainda ser surpreendido. Aí rolam aquelas caras de paisagem+o tentar disfarçar a boca cheia, o que resulta em um: "bhom dhsia!"
8- Impressões:
Talvez esta seja uma das coisas que mais odeio em viagens "elevadorísticas", entrar e ser julgado por alguém muito bem vestido e com perfume enjoado(geralmente velhos, velhas e topetudos(as). Posso ser a pessoa mais santa do mundo, porém basta respirar fora do ritmo deles pra ser julgada marginal ou "seqüela" da pior espécie.
Isso também acontece quando rola alguma festa no prédio(principalmente 15 anos). Todo mundo entra no elevador com roupas sociais e você lá, de havaiana e bermuda de surfista, descabelada, indo comprar cigarro...
9- Coleta de lixo:[ seu prédio tem quantos elevadores?]
Esperar eternamente pelo elevador pra poder chegar em casa, comer e deitar(quando estão coletando lixo, o comer fica fora de questão).
10- Ajudando a entrar com as compras:
Em prédio sempre tem aquelas pessoas sem noção de espaço, que insistem em acomodar NO ELEVADOR um carrinho de supermercado que tem não sei quanto de largura, abarrotado de compras. É saco pra todo lado, pisões de pé, dificuldade pra sair do elevador, etc. Isso me faz pensar que seria útil existir ao lado das escadas do prédio rampas para carrinhos de supermercado...Fora que se você não abrir a porta para ajudar a pessoa sem noção de espaço a entrar no elevador, certamente será fuzilado com olhares perversos pelo resto da vida- principalmente em se tratando de senhoras ou senhores de idade.
11- A porta do elevador:
Falando em pessoas sem noção, lembrei daquelas sem noção e estúpidas, que soltam a porta do elevador quando saem na sua frente, o que causa esbarrões pesados, dos quais muitas vezes você não tem como se defender(não, eu não solto a porta do elevador pra bater nas pessoas!)
12- Gritos:
Não sei se acontece só comigo, mas de vez enquando quando estou subindo/descendo no elevador, ouço uns gritos nos andares que não os meus. As pessoas estão loucas ou surdas?Outro dia ouvi a mulher dizer que o menino estava sem modos(por sinal, a mesma mulher que sempre me acorda MUITO CEDO nos finais de semana- PELA JANELA.
13- Avisos de reuniões extra-ORDINÁRIAS:
O elevador pode servir de out-door!Mas sinceramente não entendo o que motiva os síndicos a continuarem expondo os avisos, se quase ninguém presta atenção. É que nem aquele caso sobre poesia em papel higiênico.
Muitas vezes alguns tem que usar caneta
fluorescente pra mostrar que o que está escrito é sério, claro que sempre grifam quando se auto-elogiam...Bom, isso sempre me serve quando não dá mais pra fazer cara de paisagem. E quando põem avisos sobre caridade, feijoada de "não sei quenzinho", etc? Vou fazer propaganda das minhas bandas- fato!
14- Recados particulares:
Confesso que sempre jogo bituca de cigarro pela janela do meu quarto. No outro dia tem aviso no elevador:
Assembléia extraordinária condomínio ***** ** ******. tratar sobre:
- bitucas de cigarro jogadas pela janela
- o que ocorrer
... é claro que aquele aviso foi pra mim, afinal tudo o que acontece aqui é culpa da Juliana do 4º andar!¬¬
15- Vizinhos que prendem elevador:
Juro que no dia da mudança, vou matar os que moram no 12º andar!!!!
16- TOC:
Desculpem, mas só poderia encerrar esse texto se colocasse um número par de tópicos!
Enfim, elevador sempre me pareceu algo intrigante. Temos que conviver com "ele" todos os dias, embora cheguemos em casa e esqueçamos que nele estivemos, mesmo quando dedicamos alguns minutos a espremer nossas espinhas. Devo confessar que sentirei falta dos elevadores daqui, pois no prédio que vou morar, o elevador balança pra cara*** até chegar no meu andar, e eu também já soube que no prédio tem missa aos sábados e domingos, o que implica em desprezar mais avisos (nada contra a igreja!). Dos pitubeiros-nordestino-amaralineiros é que eu não sentirei falta!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

A prolixidade, os copos e a Pituba


Eu tenho uma relação de amor e ódio com os copos de vidro da minha casa. Sinto a necessidade de trazê-los p o quarto quando bebo algo, e não importa o quanto eu seja cuidadosa, eles sempre se atiram no chão. Tudo bem que muitas vezes deixo-os no chão enquanto jogo video game, e depois acabe sempre por esbarrar neles, fazendo-os rolar, muitas vezes batendo na parede; mas ontem foi diferente.
Tinham 3 ou mais copos aqui no quarto, e, entre eles, um bem acomodado na mesa do computador, enquanto eu tentava insistentemente compor uma música que comecei há séculos, aí o violão esbarrou no copo e eu ouvi o barulho nada discreto dele se despedaçando. Não foi culpa minha, foi do violão!
O problema é que sempre minha avó renova os copos daqui de casa, mas não compra um de plástico pra mim! Sim, eu deveria ter ouvido a minha mãe quando era pequena, que me disse pra que eu não usasse copos de vidro, embora eu tivesse uma mamadeira de vidro com 4 anos de idade¬¬
Mudando de copo p nada a ver, minha irmã leu meu blog e me disse que se o pessoal do Nordeste de Amaralina lesse alguns textos nos quais faço mensão à eles, iriam ficar muito putos comigo. Aí eu pensei: "Devo postar no blog algo que contrarie a minha opinião p evitar ser fuzilada na porta do prédio, ou exemplificar?"
Exemplificando, conheço muita gente que mora no Nordeste, inclusive tenho amigos de longas datas que lá habitam e são pessoas corretíssimas! O que escrevi foi, única e exclusivamente, me referindo aos LADRÕES. Sim, porque os que me assaltaram moram lá e eu sei disso porque foi a polícia quem me informou, e porque eu não costumo passar mais do que um ano com um aparelho celular.
Acho que eles não ficariam chateados comigo, desde quando me referi a eles de forma carinhosa e singela(^^). Conheço pessoas que conhecem alguns deles, pessoas que me disseram que eles escolhem até a roupa p irem "trabalhar" (^^ 2); o que me dá a idéia de que, para eles, furtar por necessidade já passou da moda; a nova onda agora é furtar por orgulho, ou pra vender um celular que custa 500 reais por 50, pra comprar maconha pra revender¬¬
Nada contra o Nordeste de Amaralina ou às pessoas que moram lá! Na verdade acho que a minha irmazinha esqueceu que quando tentaram roubar a mochila dela, ela imediatamente associou os meliantes a moradores do Nordeste. É como aquela história de que o povo aumenta, mas não inventa, saca?E todo aquele "blá blá blá" de que a culpa é do governo! To sem saco pra falso moralismo hoje...